Como a tecnologia pode ajudar no combate e controle do diabetes?

Como a tecnologia pode ajudar no combate e controle do diabetes?

A tecnologia tem sido uma grande aliada da evolução de tratamentos e controle de doenças. É o caso do diabetes, cuja conscientização tem melhorado a vida de muita gente, que busca diagnósticos mais precoces e tratamentos com equipes multidisciplinares. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), existem quatro tipos principais: Pré-diabetes, Diabetes tipo 1, Diabetes tipo 2 e Diabetes Gestacional. A Diabetes tipo 2, a mais comum, geralmente ocorre em adultos quando o corpo se torna resistente ou não produz insulina suficiente.

Dados divulgados na décima edição do Atlas do Diabetes, da Federação Internacional de Diabetes (IDF), mostram que 537 milhões de pessoas têm a doença no mundo. Entre 2019 e 2021, houve um aumento de 74 milhões de casos. O documento destaca ainda que mais de 80% dos adultos com a doença vivem em países em desenvolvimento. No Brasil, o problema atinge aproximadamente 17 milhões de pessoas, o que coloca o país em quinto lugar no ranking mundial em número de casos em 2021. Mais de 50% da população, de acordo com a SBD, não sabe que tem a doença, que é silenciosa e se desenvolve ao longo do tempo.

O médico clínico geral Écio Rosado Junior, que atua no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP), explica que na maior parte das vezes o Diabetes tipo 2 (DM2) não apresenta sintomas. Porém, quando os níveis de açúcar estão muito altos, podem ocorrer perda de peso, fome e sede excessiva, além do aumento da frequência urinária.

“Caso a doença não seja controlada, pode desenvolver complicações que vão levar a outros sintomas mais graves, como formigamento das mãos e pés, visão turva e dificuldade de cicatrização de feridas. O aumento do açúcar no sangue também facilita o surgimento de placas nos vasos sanguíneos, aumentando o risco de infarto e AVC”, alerta o médico.

Ele enfatiza que a causa central da DM2 é a resistência à ação da insulina nos órgãos periféricos. Então, medidas que diminuam essa resistência, como perda de peso com acompanhamento, prática de atividades físicas e dieta balanceada podem evitar o surgimento da doença. Ou seja, a doença está fortemente associada ao estilo de vida.

Como destaca o médico, a qualidade de vida de quem tem DM2 tem melhorado muito ao longo dos anos.

“Hoje em dia, há medicamentos que levam ao melhor controle da doença com menos efeitos colaterais e mais comodidades na posologia. Até para verificação da glicemia existem dispositivos que são acoplados na pele e evitam as temidas ‘furadas’ de dedos ao longo do dia”, acrescenta.

Como a tecnologia pode contribuir?

Um estudo recente publicado na revista científica “Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes” destaca o impacto positivo das ferramentas digitais no autogerenciamento da doença. Os autores, Laerte Damaceno, Fernando Valente, Glaucia Duarte e Sonia de Castilho, mostram na pesquisa que o uso de aplicativos para diabetes resultou em escores de autocuidado mais altos, independentemente de variáveis como idade, sexo e nível educacional.

O estudo também destaca a Monitorização Contínua de Glicose (CGM). A monitorização utiliza sensores subcutâneos para capturar dados de glicose no sangue e a telemedicina, que oferece serviços de saúde a distância e proporciona consultas médicas remotas, com acompanhamento constante. Essas tecnologias têm permitido um melhor gerenciamento do diabetes e prevenção de complicações.

No entanto, o artigo alerta para a necessidade de superar desafios, como o acesso às tecnologias em comunidades rurais, a falta de compreensão das tecnologias e suas limitações, além de garantir que as intervenções sejam facilmente integradas aos sistemas de saúde existentes.

Os resultados promissores mostraram a comparação com aqueles que não utilizaram aplicativos para diabetes. Quem usou obteve escores de autocuidado significativamente mais altos, independentemente de variáveis como idade, sexo e nível educacional. Esses resultados sinalizam o potencial das ferramentas digitais em melhorar o autogerenciamento da doença e promover a adoção de um estilo de vida mais saudável.

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Comentários

  • Silvia
    Muito interessante e importante. Tirou algumas dúvidas que eu tinha com relação ao diabetes de todos os tipos.

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